3 de outubro de 2009

Por que você de ler...


Desafio à Reforma
Thomas K. Ascol.

Num mundo pós-moderno precisamos reavaliar nossos conceitos e diretrizes. Vejo no apóstolo Paulo uma tenacidade apostólica da qual é digna de ser ressaltada. As oposições, conflitos provocados por perseguições, não devem ser nem de longe o que nos tirará do caminho para o qual Deus nos chamou de forma irresistível. Somos tentados de diversas formas a desistirmos de ideais puros e desvinculados de pretensões egoístas, todavia, a igreja moderna precisa de uma reforma intelectual, moral e doutrinária. O caminho é árduo, o progresso é por demais lento, mas o que torna esse trabalho difícil demais e o mesmo que o torna por demais necessário. Não há um poço de dificuldade mais fundo onde a Graça de Deus não vá ainda mais profundo.

Pr James de Melo


3 de agosto de 2009

Comentário de 1 Pe 1.10-11

Pedro nos versículos anteriores expondo a respeito da misericordiosa salvação tão almejada, que é a salvação da nossa alma, é o tesouro que está reservado para os seus eleitos antes da fundação do mundo. Esta promessa “... que os profetas indagaram e inquiriram...”, Indagaram e inquiriram são sinônimos que no grego são seguidos por uma preposição intensificadora, que tem uma significação muito especial, pois indica uma busca intensa e muito forte. Graças a Deus pelos que estão buscando a palavra de Deus como referencial para suas vidas, são exemplos como estes que temos que seguir estudar a Bíblia com muito zelo e acuidade.

A Bíblia é o livro dos exemplos, encontramos de todos os tipos, tanto bons como maus, que o Espírito Santo nos conduza de forma a entender-mos que Deus é soberano de forma que todo louvor e adoração sejam para Ele. A sua misericórdia é sem fim e seu amor insondável. Investiguemos atentamente, entregando-nos ao estudo e pesquisa do entendimento bíblico, o tempo urge, vamos buscar a Deus enquanto se pode achar. A melhor hora e o melhor lugar de buscar a presença de Deus são em todo tempo e em todo lugar, não vamos esperar para buscá-lo quando a situação for contrária a nós. Deus merece muito mais do que um seguidor que só reclama, Deus merece um servo de coração agradecido.

O Espírito Santo foi enviado pelo próprio Cristo para nos acompanhar durante a nossa vida, Jesus está dizendo com isso que Seu Espírito está guardando-nos para Ele, temos um valor especial para Deus. Os escritos proféticos sempre relataram o testemunho a cerca de todos os sinais referentes ao nosso Senhor, tanto ao sofrimento quanto a glória que o seguiria pela sua obediência. Que sejamos encontrados pelo Espírito de Deus em estado de obediência, a imagem de Deus, como obreiros chamados para servi-lo por toda eternidade.

Pr James de Melo

2 de julho de 2009

Expiação limitada

Talvez a discordância mais acalorada entre calvinistas e arminianos seja sobre a extensão da expiação. A questão diante de nós é simplesmente essa: Por quem Cristo morreu? A vasta maioria dos cristãos evangélicos poderia responder assim: “A resposta é fácil: Cristo morreu por todo o mundo.” Essa resposta mui provavelmente seria acompanhada com o obrigatório texto prova de João 3.16. Concordo que a resposta é fácil, mas a resposta evangélica comum está errada. Está errada de acordo com ninguém outro senão o nosso Senhor Jesus Cristo mesmo.

A visão arminiana da expiação universal implica que seria de alguma forma injusto se Cristo não morresse por todos. Se, contudo, Cristo derramou Seu sangue precioso por todo o mundo, segue-se uma questão lógica: por que todos não são salvos? A resposta comum a essa pergunta é que a incredulidade impede a salvação de pecadores por quem Cristo morreu e derramou Seu sangue precioso. Se é assim, sou compelido a apontar a triste situação do arminiano. A incredulidade não é um pecado? Se Cristo morreu por todos os pecados de todos os homens, então todo o mundo estará no céu. Se Ele morreu por alguns dos pecados de todos os homens, então ninguém estará no céu. Esses sãos as duas opções do dilema arminiano. Além disso, se Jesus morreu uma morte que tornou a redenção uma possibilidade hipotética para todos, então na verdade isso não assegurou a salvação para ninguém. Não existe conforto numa propiciação que não propicia ou numa redenção que não redime. Os calvinistas limitam a extensão da expiação de Cristo, mas os arminianos limitam o poder dela.

Argumentos lógicos de lado, o que Jesus ensina sobre a extensão de Sua expiação? Nosso Senhor claramente limita Sua expiação em Sua declaração em Mateus 20.28, quando Ele descreve o propósito de Sua vinda: dar a Sua vida como um resgate por muitos. “Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.” A grande passagem em João 10 é talvez a mais clara sobre essa questão. No vv. 11 e 15, Jesus diz que Ele dá a Sua vida pelas ovelhas. Os versículos 26 e 27 definem as ovelhas como aqueles que creem e seguem a Cristo. Portanto, Jesus está ensinando que Ele morreu somente por aqueles que creem nele. Em outras palavras, Jesus morreu somente pelos eleitos.

A oração sacerdotal de Cristo em João 17 é instrutiva também. Jesus não ora pelo mundo (v. 9). No versículo 20, Jesus diz que ele está orando por “aqueles que creem em mim”. Jesus estava orando em favor dos eleitos de Deus como Sumo Sacerdote deles. Contudo, Jesus não era apenas o Sumo Sacerdote, mas o sacrifício também. Como Sumo Sacerdote, Jesus não iria orar apenas pelos eleitos enquanto se oferecendo como sacrifício por todo indivíduo que viveria sobre a terra. Isso é similar a crer que os Sumos Sacerdotes de Israel ofereciam sacrifícios pelo Egito e pela Assíria no Dia de Expiação. Não, os sacerdotes ofereciam a Deus um sacrifício pelos pecados de Israel somente.

A vida, obra e ensino de Cristo demonstram claramente que Ele morreu por Seu povo (o Israel espiritual) e por eles somente.

FONTE: http://www.monergismo.com/?p=1607