23 de dezembro de 2008

Porque celebramos o natal...


Por

F. Solano Portela



Não encontramos na Bíblia a menção do termo NATAL, nem indicações de que os Cristãos primitivos celebravam o aniversário do nascimento de Jesus. Entretanto, quase que a totalidade do mundo Cristão comemora esta data no dia 25 de dezembro. Porque esta comemoração? É lícito celebrarmos uma festa que não é explicitamente citada na Bíblia?

Retroagindo na história da Igreja, vamos encontrar Clemente de Alexandria, no 2º século depois de Cristo, citando as diversas opiniões que existiam na ocasião, sobre a data do nascimento de Jesus. Ao fim do 4º século, já encontramos registros de que as igrejas promoviam trabalhos especiais, em comemoração conjunta ao nascimento e ao batismo de Cristo, que, segundo as opiniões da época, haviam ocorrido na mesma data, em anos diferentes. No 5º século, Agostinho escreveu o seguinte trecho: “...de acordo com a tradição, Ele nasceu no dia 25 de dezembro.” Esta tornou-se a data aceitável para as igrejas do ocidente, sendo que no oriente, a data observada é o dia 6 de janeiro.

Gradualmente a celebração do Natal foi assimilando vários costumes existentes nas nações que iam recebendo o Cristianismo. Muitos deste costumes, pagãos em origem, foram se transformando e, vencidos pelo Cristianismo, foram se enquadrando no espírito de Natal.

Os Reformadores do século XVI, aceitaram a celebração do Natal como uma legítima expressão de adoração Cristã, dando assim continuidade à tradição.

Hoje, alguns pequenos grupos de Cristãos não aprovam a celebração do Natal, quer pela falta de menção explícita na Bíblia, quer pelo número de regionalismos incorporados à celebração. Não achamos, entretanto, que a Bíblia aprove esta condenação à celebração. Pelo contrário, ela é enfática em sua colocação da importância histórica e teológica do nascimento de Cristo. Esta ênfase está evidenciada nos registros da adoração dos pastores (Lucas 2:8-12), nas dádivas recebidas dos Magos (Mateus 2:1-11) e nas admoestações de Paz e Boa Vontade expressadas pelos anjos (Lucas 2:13 e 14). Todos estes registros representam celebrações históricas do Natal.

Havendo a conscientização de que o Natal é antes de tudo nossa demonstração de gratidão pelo advento daquele que veio salvar a nós, pecadores; daquele que veio nos reconciliar com Deus; daquele que veio e venceu a morte, podemos dizer que assim o Natal estará sendo celebrado apropriadamente e de forma legítima.

Nós, Evangélicos, devemos utilizar esta ocasião como uma oportunidade dada por Deus para adorarmos a Ele e testemunharmos do Seu nome ao mundo.

20 de julho de 2008

O dever do Cristão...


Romanos 1:14-15 14 Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes; 15 por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma.

Paulo evidencia sua vontade e seu esforço tanto espiritual (em oração) como mental (planejamento), porém o impedimento mencionado no versículo 13 não era nada mais nada menos que a falta de oportunidade e esta providencial de Deus.

É interessante estudarmos estes dois versículos para entender um dos motivos pelo qual motivava o Apóstolo a se lançar de todo coração na obra. Fica evidente que a obra evangelística não é um favor que prestamos a Deus, e sim uma obrigação de todo aquele que se diz cristão.

Paulo era um devedor de todo ser humano seja grego ou não, seja intelectual ou não. Devedor no sentido de que Deus o chamara para o anúncio da palavra. Essa dívida tem um nome GRATIDÃO. Paulo sabia que todos os homens em todas as terras necessitam do evangelho, e o fato solene de que eles não o desejam por natureza, não influenciava sua responsabilidade de cumprir todo o seu ministério. Em 1 Coríntios 9:16 Ele registra: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!”. O que influenciava Paulo em seu trabalho evangelístico não era ninguém senão o próprio Deus. Ele estava ansioso por que estava endividado.

A pregação da palavra de Deus não faz distinção de pessoas. Este modo de pensar de Paulo contrasta com a postura da grande maioria dos cristãos. A maioria dos cristãos acha que esta fazendo algo de especial quando fala do evangelho aos outros. Já Paulo tinha consciência de que este tipo de testemunho não representa grande coisa, pois ele é devedor (1.14) ou um “servo” (1.1) do evangelho.

Vejam o que o Apóstolo Pedro registra em sua epístola acerca do testemunho pessoal: 1 Pedro 3:15 15 antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, “No que dependesse dele, Paulo estava disposto a pregar em Roma; mas se ele o faria ou não, não dependia dele, mas de Deus”. (Hodge)

Pregar a palavra de Deus envolve um preço, não há nenhuma outra forma de pregar o evangelho a um mundo perdido, em fase terminal, o mundo jaz na UTI. Se falharmos no dever de torná-lo conhecido, na mesma medida estaremos falhando como cristãos.

8 de julho de 2008

Compartilhando para fortalecer



Compartilhando para fortalecer
por
James de Melo

Romanos 1:11-12 11 Porque muito desejo ver-vos, a fim de repartir convosco algum dom espiritual, para que sejais confirmados, 12 isto é, para que, em vossa companhia, reciprocamente nos confortemos por intermédio da fé mútua, vossa e minha.

Quero imaginar com você agora a aplicação prática desse texto, tendo como ilustração essa bela rosa que aparece aqui ao lado. Ao avistar chama a nossa atenção a sua beleza, a disposição de sua cor, luminosidade, ressalta a união de todos os pontos necessários de delineiam uma formosura imensurável, capaz de reter a atenção de qualquer coração apaixonado por alguns instantes.

Vamos conceber a idéia de que uma pétala vai caindo uma após outra e ficando somente o caule com poucas até nenhuma sobrando finalmente o caule. De forma alguma ficará atraente, somente quando todas estão firmes e unidas é que a beleza é ressaltada.

Paulo desejava ir ter com os irmãos em Roma para compartilhar com os irmãos de lá os dons que o Senhor lhe conferiu (verso 11) e ao mesmo tempo, ser animado ou até fortalecido por Deus com o testemunho de vida da igreja que estava em Roma (verso 12).

A leitura somente da Bíblia, não é suficiente para se ter o padrão de vida que ela mesma exige como sendo de Deus, a Palavra de Deus nos exorta a congregarmos, a sermos unidos, a andarmos no mínimo a dois, precisamos sempre de uma mão amiga, uma corrente quando firme dificilmente se quebra, por que os elos estão unidos formando uma única força, e saiba que não vem provação acima do que os elos da corrente de Deus (que somos nós) podem suportar, antes o próprio Deus nos dará o escape, por que todas as coisas estão submetidas e controladas pela vontade de Deus.

Que possamos pragmatizar esta verdade em nossas vidas, que a união dos irmãos seja algo tangível e não utópico. O Deus que nos chamou enviou o seu Espírito que nos sustenta pela união, a uns são dado o dom da palavra, a outro o dom da intercessão e assim por diante, é na diversidade de dons que o corpo da igreja é adornado e cada vez mais preparado para a volta do noivo.

A igreja precisa e foi chamada para ser como uma rosa, unida, formosa, linda, forte, apaixonante, admirável, deslumbrante, estonteante, porém, há muitos que envergonham jogando lama em suas rosas dizendo-se com total autoridade deliberada por Deus para fazerem tudo conforme suas torpes verdades, pastores que apascentam a si mesmos.

Que o Senhor nos abençoe com a união provocada pelo ajuntamento de crentes com o objetivo de louvar ao Senhor e de dar graças somente a Ele, escondendo-se atrás da cruz de Cristo e submetendo-se a vontade do nosso Deus.

7 de maio de 2008

Dos Eternos Decretos de Deus


Algumas verdades que qualquer batista que tem compromisso com Deus deveriam saber.

Sobre o Capítulo 3 da Confissão de fé Batista de 1689 - Dos Eternos Decretos de Deus.

1. Que desde a eternidade, Deus estabeleceu um plano imutável em relação à sua criação.

2. Que este plano compreende e determina todas as coisas e eventos de toda espécie que venha suceder.

3. Que este propósito não é condicional, dependendo em nada de eventos envolvidos, sendo este propósito soberano e dependente apenas de seu sábio e santo conselho.

4. Que Seus propósitos são infalivelmente eficazes.

5. Que seus propósitos são consistentes com sua pessoa.

6. Que alguns da humanidade serão salvos e outros não.

7. E que esta determinação é imutável.

8. Que esta determinação esta repousada em sua soberana graça e no seu secreto conselho de sua vontade.

Estas verdades lhe provocaram algum tipo de desconforto? Algum tipo de repulsa por este ensino? Eu lhe desafio a contextualizar suas argumentações contrárias e provar que os Decretos de Deus dependem de você descruzar os braços para que o propósito Dele possa de fato não ser frustrado.

Se você desconhece, discorda ou até mesmo não quer ter esse tipo de entendimento das Escrituras, comece a se perguntar: Será que sou mesmo Batista? Será que minha igreja é uma igreja que mantém as verdades que os pais Batistas ensinavam? Ou a minha igreja é uma salada de frutas que serve apenas para atender a necessidade antropocêntrica de um povo perdido?

Pastor James de Melo

Pastor Presidente do Ministério Batista Reformada

18 de março de 2008

Quem é Jesus?


Num certo momento do seu ministério, Jesus questiona aos seus discípulos sobre o que as pessoas diziam a respeito dele. Respondido de pronto, Jesus pergunta aos discípulos a respeito do que eles consideravam sobre ele (Mt 16.13-17).

Jesus foi o nosso resgatador por excelência, ninguém no mundo teve papel tão emocionante e empolgante quanto o resgate da humanidade morta em seus pecados, mergulhado no lamaçal de morte espiritual sendo resgatado pelo próprio Deus.

O enviado do Deus soberano foi tanto homem quanto Deus, a Bíblia revela que Jesus é o Filho divino gerado eternamente de Deus que se fez homem para que fosse o primeiro dentre muitos irmãos.

Mas quem é esse Jesus que com três anos e meio de pregação itinerante abalou o mundo em sua época e até hoje? Ele foi o único que teve o seu movimento duradouro, por que em suas palavras encontramos todas as respostas e assim encontramos segurança.

Quando perguntamos: “quem é Jesus?”, para cada 10 pessoas, encontraremos 10 respostas diferentes concernente ao ministério, pessoa e história. Muitas vezes as respostas não imprimem uma real convicção da verdade e por isso temos que ter certeza de que estamos falando de Jesus de Nazaré. Mas quem de fato é Jesus? Jesus é o Filho de Deus, Membro da Trindade, Existente antes da Criação do mundo, Tornou-se carne, nascido de uma virgem, Vindo ao mundo pela vontade soberana do Pai, Morreu pelos nossos pecados, Voltou à vida ressuscitando fisicamente, Apareceu a muitas pessoas com provas infalíveis num espaço de 40 dias, Foi elevado aos céus diante de testemunhas, E voltará para condenar o pecado e estabelecer a justiça eterna de Deus, esse de fato é Jesus.

Jesus de Nazaré é Deus por que suas palavras e obras provam que Ele é Deus. (Mt 1.22-23), Ele é membro da Trindade (Jo 8.58; 10.30; 17.5), Ele atuou na Criação do mundo (Jo 1.3; Cl 1.16). Jesus também foi homem por que suas palavras e obras provam que Ele foi homem (Lc 2.52), sentiu cansaço (Jo 4.6), fome (Mt 4.2), sede (Jo 19.28).

Ele impactou a história mudando o calendário em antigo e novo, Ele precisou nascer em Belém para cumprir a profecia do profeta Miquéias. Há pelo menos 61 profecias importantes que Ele cumpriu sem sombra de dúvidas. Foi o cumprimento da profecia dada ao rei Davi de que um descendente dele se assentaria no seu trono para sempre.

Quando pronunciamos o nome Jesus queremos dizer que Ele é Deus, que foi homem, que está preparando morada para os seus eleitos e cremos desta forma por que a Bíblia assim o diz.

25 de fevereiro de 2008

O que é mais importante em sua vida?


Em todos os momentos de nossa vida devemos nos perguntar: Deus é a coisa mais importante na minha vida? Por que Deus sempre quando compete com a televisão, com o cansaço, com o clima ou com o sono, ele perde?

Todo homem tem o desejo natural de ser feliz, todavia recorre às falsificações mais perigosas da felicidade, mas somente Deus é a fonte da verdadeira felicidade.

O que dirige nossos pensamentos e nossas ações são os mais profundos anseios, colocados em nós por Deus. Todas as nossas ações visam um fim em que haja algo agradável, que seja bom para mim. Buscar a felicidade é totalmente cristão, basta observarmos as promessas clara de retribuição e recompensas prometidas nos evangelhos.

Devemos entender que: Se não entendermos que somente Deus pode satisfazer seu desejo natural de ser feliz, corre o risco de gastar facilmente toda a sua vida buscando felicidade em outras fontes.

Então o primeiro passo para buscar a Deus é confessar nossos anseios. O que te faz feliz? Fp 4:6 Não andeis ansiosos por coisa alguma; antes em tudo sejam os vossos pedidos conhecidos diante de Deus pela oração e súplica com ações de graças;

Deus nos criou com anseios, porém Ele é o único capaz de satisfazer estes anseios. Deus nos leva a um caminho contrário as nossas inclinações naturais, buscar a felicidade somente nele. Somente Deus pode nos dar um sentido, um propósito e uma satisfação em nossas vidas.

Em muitas situações precisamos de um porto seguro durante a tempestade. Em muitas situações precisamos de uma bússola durante a noite. 2Co 4:8-10 Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; (9) perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; (10) trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos;

Outra coisa que você deve fazer é aprender a Bíblia. A Bíblia nos exorta a ler e a examinar, porém não basta somente ler e examinar e sim entender, viabilizar o entendimento de forma prática e praticar esse conhecimento. Para muitos cristãos significa dentre tantas coisas como desligar a televisão.

A presença de Deus em nossas vidas satisfará plenamente nossos anseios mais profundos. Que o Senhor seja sempre a resposta final para a nossa busca.

1 de fevereiro de 2008

A semelhança da mente de Cristo


Disse Jesus a seus discípulos: Na verdade, a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. (Mat 9:37).

É interessante que até nessa frase a teologia reformada encontra tão grande amparo escriturístico. Diversas denominações das quais incluem os tradicionais, pentecostais, neopentecostais, liberais e alguns ortodoxos estão com seus púlpitos funcionando como pêndulos entre a quantidade de membros e a quantidade de pessoas que se assentam por detrás deste. É fato conhecido de uma quantidade não pouca de pessoas com um interesse cada dia mais crescente em relação a teologia reformada. A pouco, chegou ao nosso conhecimento uma notícia alarmante de uma congregação de um estado do Centro Oeste que clama por obreiros que os guie pelos caminhos da compreensão reformada.

Vejam que ao passo que as grandes denominações contém obreiros em demasiado, a realidade reformada se ampara totalmente nas palavras de Cristo que poucos ou até mesmo quase que nenhum obreiro há para que leve a palavra.

Oramos e nos dedicamos a estar não presunçosamente, mas, nos apresentar diante de Deus prontos para a comissão de Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura. (Mar 16:15).

Pastor James de Melo

Pastor Presidente do Ministério Batista Reformada