20 de julho de 2008

O dever do Cristão...


Romanos 1:14-15 14 Pois sou devedor tanto a gregos como a bárbaros, tanto a sábios como a ignorantes; 15 por isso, quanto está em mim, estou pronto a anunciar o evangelho também a vós outros, em Roma.

Paulo evidencia sua vontade e seu esforço tanto espiritual (em oração) como mental (planejamento), porém o impedimento mencionado no versículo 13 não era nada mais nada menos que a falta de oportunidade e esta providencial de Deus.

É interessante estudarmos estes dois versículos para entender um dos motivos pelo qual motivava o Apóstolo a se lançar de todo coração na obra. Fica evidente que a obra evangelística não é um favor que prestamos a Deus, e sim uma obrigação de todo aquele que se diz cristão.

Paulo era um devedor de todo ser humano seja grego ou não, seja intelectual ou não. Devedor no sentido de que Deus o chamara para o anúncio da palavra. Essa dívida tem um nome GRATIDÃO. Paulo sabia que todos os homens em todas as terras necessitam do evangelho, e o fato solene de que eles não o desejam por natureza, não influenciava sua responsabilidade de cumprir todo o seu ministério. Em 1 Coríntios 9:16 Ele registra: “Se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o evangelho!”. O que influenciava Paulo em seu trabalho evangelístico não era ninguém senão o próprio Deus. Ele estava ansioso por que estava endividado.

A pregação da palavra de Deus não faz distinção de pessoas. Este modo de pensar de Paulo contrasta com a postura da grande maioria dos cristãos. A maioria dos cristãos acha que esta fazendo algo de especial quando fala do evangelho aos outros. Já Paulo tinha consciência de que este tipo de testemunho não representa grande coisa, pois ele é devedor (1.14) ou um “servo” (1.1) do evangelho.

Vejam o que o Apóstolo Pedro registra em sua epístola acerca do testemunho pessoal: 1 Pedro 3:15 15 antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, “No que dependesse dele, Paulo estava disposto a pregar em Roma; mas se ele o faria ou não, não dependia dele, mas de Deus”. (Hodge)

Pregar a palavra de Deus envolve um preço, não há nenhuma outra forma de pregar o evangelho a um mundo perdido, em fase terminal, o mundo jaz na UTI. Se falharmos no dever de torná-lo conhecido, na mesma medida estaremos falhando como cristãos.

Um comentário:

Alexandre de Jesus dos Prazeres disse...

Caro James Melo, tenho um blo assim como você, e ao buscar nomes de blogueiros que possuem o livro de Sttot, Crer é Também Pensar, encontrei o seu. E visitando o seu blog, vive que se trata de aluém da Igreja Batista Reformada, e fiquei feliz em saber que irmãos batistas estão retornando a comunhão com a fé reformada. Que Deus o abençoe.

Alexandre.
vozdareforma.blogspot.com