Eleição e reprovação
Como toda verdade a respeito de Deus, a doutrina da eleição envolve mistério e, às vezes, levanta controvérsia. Porém, nas Escrituras, é uma doutrina pastoral, que ajuda os cristãos a ver quão grande é a graça que os salva e os move a responder com humildade, confiança e louvor. Não sabemos quais os outros que Deus escolheu entre os que ainda não são crentes, nem por que ele nos escolheu, especificamente. Sabemos apenas que, se somos crentes agora, é porque fomos escolhidos. Também sabemos que, como crentes, podemos confiar
Pedro nos diz que devemos procurar “com diligência... confirmar a (nossa) vocação e eleição”, isto é, devemos tomá-la certa para nós. A eleição é conhecida por seus frutos. Paulo sabia que os tessalonicenses tinham sido escolhidos, porque viu sua fé, sua esperança e seu amor, a transformação da vida deles, realizada pelo evangelho.
Reprovação é o nome dado à eterna decisão de Deus com relação aqueles pecadores que não foram escolhidos para a vida. Não os escolhendo para a vida, Deus determinou que eles não fossem transformados. Eles continuarão em pecado e, finalmente, serão julgados por aquilo que fizeram. Em alguns casos, Deus pode ir mais longe e remover as influências restritivas que protegem uma pessoa da desobediência extrema. Esse abandono, chamado de endurecimento, é em si mesmo, uma penalidade do pecado.
A reporvação é ensinada na Bíblia, porém como uma doutrina, seu significado sobre o comportamento cristão é indireto. O decreto de Deus sobre a eleição é secreto; quais pessoas são eleitas e quais são reprovadas, não será revelado antes do Juízo Final. Até aquele tempo, Deus ordena que o chamdo ao arrependimento e à fé sejam predados a todos.
Extraído da Bíblia de Estudos de Genebra.