Recebe, Senhor, o sacrifício de minhas Confissões por meio da minha língua, que Tu formaste e impeliste a confessar Teu nome. Cura todos os meus ossos, e que eles proclamem: Senhor, quem haverá semelhante a Ti (Sl 34.10)?
Na verdade, quem se dirige a Ti, nada Te informa do que ocorre em si, porque não há coração fechado que se possa subtrair a Teu olhar, nem dureza de homem que possa repelir Tua mão. Ao contrário, a abrandas quando queres, ou para compadecer-Te, ou para castigar; não há quem se esconda de Teu calor (Sl 18.7).
Mas, que minha alma Te louve para que Te ame, e confesse Tuas misericórdias para que Te louve. Toda a criação não cala Teus contínuos louvores, nem os espíritos todos, com sua boca voltada para Ti, nem os animais e coisas corporais, pela boca dos que os contemplam. Assim, apoiando-se em Tua criação, nossa alma se levanta de sua franqueza, e chega a Ti, seu admirável criador, onde encontrará rejuvenescimento e verdadeira fortaleza.
Fonte: AGOSTINHO – Confissões; De Magistro, Livro IV, cap I – Martin Claret, p.99.
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